Psicopedagogia / 23 de outubro de 2016

Por que implementar uma rotina de estudos?

Olá!

Vimos até aqui dois textos, um que fala sobre a importância da rotina e outro que fala sobre criação de hábito. Tais tópicos são bastante relevantes, pois competem a qualquer faixa etária, seja criança, adolescente ou adulto. Tratar de temas tão corriqueiros e usuais é de grande responsabilidade e ousadia, uma vez que na vivência em sala de aula e nos atendimentos com pais, tais assuntos: rotina e hábito, referem-se a apenas as necessidades orgânicas e fisiológicas da criança. O processo consiste em tomar banho, comer, brincar e dormir, até cinco anos de idade e a partir dos seis, sete anos, repetir tal processo e fazer as atividades que são passadas para casa, quando assim tiver. O mecanismo de uma rotina completa é muito mais complexo que isso. A criança desde cedo deve ser estimulada em suas múltiplas dimensões, cognitiva, afetiva e motora (Wallon), pois a criança necessita ser concebida como um ser completo e em formação. Tais áreas deverão ser trabalhadas sempre em conjunto a fim de serem desenvolvidas em conformidade umas com as outras. A criança desde pequenina precisa ter contato com a leitura de mundo, segundo Paulo Freire, pois ela aprende todos os conceitos, como cores, formas, texturas, cheiros, gostos, através das experiências que tem com o mundo.

Educação Infantil

Como base para o currículo da Educação Infantil podemos citar o Referencial Curricular Nacional para Educação Infantil que visa o ensino nas escolas das seguintes áreas: Movimento, Música, Artes visuais, Linguagem Oral e escrita, Natureza e Sociedade e Matemática. Todos esses conhecimentos são inerentes as atividades presentes nos currículos das escolas de educação infantil, em sua grande maioria das vezes, através do lúdico. As brincadeiras ensinam muito as crianças, através da interação com outra criança, ela aprende a se desenvolver e assim a desenvolver a sua linguagem, autonomia e criatividade, Atividades como recortar, colar, picar, rasgar, amassar, desenhar, pintar, correr, andar, saltar, a criança estará aprendendo de forma natural o conceito de direita e esquerda, frente e trás, pegar e soltar, rápido e devagar. A coordenação motora bem trabalhada e a criança estimulada de forma correta e adequada, ela seguirá com base para as etapas posteriores, sendo a próxima, a fase da alfabetização que se inicia com seus seis ou sete anos de idade.

Ensino Fundamental

O primeiro ano do Ensino Fundamental (séries iniciais), ou antigo CA – classe de alfabetização enquanto primeira etapa da educação básica, conforme lei 11.274 de 6 de fevereiro de 2006 que alterou a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional -LDB/EN de nº 9394 de 20 de dezembro de 1996 – no artigo 32, afirmando que:

“ O ensino Fundamental obrigatório, com duração de 9 (nove) anos, gratuito, na escola pública, iniciando-se aos 6 (seis) anos de idade, terá por objetivo a formação básica do cidadão…”

No art 87, parágrafo 3º:

“Matricular todos os educandos a partir dos 6 (seis) anos de idade no Ensino Fundamental”

Com isso o primeiro ano é incluído no Ensino Fundamental, como primeira etapa da educação básica e passa a ser compreendido como tal e a definir o ensino por disciplinas. O PCN – Parâmetro Curricular Nacional para o Ensino Fundamental –  segmenta o ensino em objetivos gerais do Ensino Fundamental, esquematizando-o por áreas de conhecimento: Língua Portuguesa; Matemática; Ciências Naturais, História, Geografia, Artes, Educação Física e Língua Estrangeira. O aluno assim que concluía a Educação infantil, como etapa até então não obrigatória, ingressava no primeiro ano sem qualquer base de escola e sala de aula com seu currículo pautado na exploração da coordenação motora grossa e fina, nas suas vivências e experiências com os outros e os objetos. E deveria aprender a ler e a escrever, pois é o objetivo da série, sem preparação alguma de corpo, para aprender a permanecer sentado durante um bom  tempo, realizar as atividades em uma folha de papel, realizar avaliações formativas.

Mas o cenário muda de figura quando anos mais tarde, em 2013, a lei 12.796 de 4 de abril, altera a LDB e institui em seu artigo 4º que:

“Educação básica obrigatória e gratuita dos 4 (quatro) aos 17 (dezessete) anos de idade, organizada da seguinte forma:

1. Pré-escola

2. Ensino fundamental

3. Ensino médio;

Diante disso, vê-se a obrigatoriedade de antes da criança ingressar no primeiro ano do ensino fundamental, ela precisará cursar a pré-escola (pré 1 e pré 2) por dois anos para aí sim ter os seis anos completos exigidos também em lei para poder ingressar no primeiro ano. E a pré escola, parte da educação infantil passa a ser a primeira etapa da educação básica, por ter se tornado obrigatória nas escolas, que antes era exigida apenas a partir do primeiro ano do ensino fundamental.

Vejamos com isso a importância da rotina cada vez mais cedo.  Iniciá-la o mais breve possível evita chegar no momento em que a criança assimila o estudo como chato, estressante e desenvolve repudias pelo mesmo, porque este não lhe foi oferecido em sua rotina, apenas tornou-se obrigatório a ela.

Ensino Médio

A última fase da jornada escolar iniciada na educação infantil, compreende o Ensino Médio, que é a última etapa da educação básica. O ensino deste segmento é referenciado no PCNEM – Parâmetro Curricular Nacional para o Ensino Médio – que visa apresentar para as escolas o ensino de áreas de conhecimento um pouco mais específicos e extensos, como: Língua Portuguesa, Literatura, Redação, Matemática, Física, Química, Biologia, História, Geografia, Filosofia, Sociologia, Educação Física, Espanhol, Inglês e Artes.

Conclusão

Vimos portanto que a jornada escolar é extensa e complexa desde a Educação infantil até o Ensino Médio, Se compreendermos que a rotina como uma organização da vida diária e incluindo os estudos (a partir dos 6/7 anos); o contato com livros, oportunidades culturais, como teatro, cinema; hábito de leitura (a partir dos dois anos) será muito difícil incutir na criança que o estudo é importante e necessário e que também pode ser prazeroso e atrativo, mas para isso o processo precisa ser iniciado precocemente para que se torne um hábito e isso seja prazeroso e recompensador em seus diferentes aspectos; mental, social, afetivo, cultural e motor.

Referências Bibliográficas:

La Taille, Yves de, 1951-. Piaget, Vygotsky, Wallon: teorias psicogenéticas em discussão / Yves de La Taille, Marta Kohl de Oliveira, Heloysa Dantas. _  São Paulo: Summus, 1992.

LDB/9394/1996. Disponivel em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L9394.htm. Acesso em 201/10/2016.

PCN Ensino Fundamental. Disponível em: http://portal.mec.gov.br/par/195-secretarias-112877938/seb-educacao-basica-2007048997/12640-parametros-curriculares-nacionais-1o-a-4o-series. Acesso em: 19/10/2016.

PCNEM. Disponível em: http://portal.mec.gov.br/par/195-secretarias-112877938/seb-educacao-basica-2007048997/12598-publicacoes-sp-265002211. Acesso em: 20/10/2016.

RCN Educação Infantil. Disponível em: http://portal.mec.gov.br/seb/arquivos/pdf/rcnei_vol1.pdf. Acesso em: 20/10/2016.

 


Mas como montar um rotina de estudos? Quais técnicas seguir?

Separei algumas técnicas super legais e fáceis para implementar com seu(ua) filho(a) que estão presentes no próximo post, clicando aqui!

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Um abraço e até a próxima!

 

 


Tags:  educação básica educação infantil rotina de estudos




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2 Comentários

Nov 03, 2016

Muito bacana! Definir rotina e cronograma de estudos é essencial para alcançar os objetivos.



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